sexta-feira, 18 de maio de 2007

O tempo de cada um - Lost in Translation

Pessoas passam mas retornam, outras vão e nem voltam; uns gritam enquanto outros murmuram; e os que esperam, às vezes se decepcionam; aqueles que tentam dão chance pro erro mas também pro acerto; e há quem articula e não gagueja, a não ser...nos encontros e desencontros... da vida... do mundo... por aí.

Paciência, será que você ainda está aí?!

Fique aqui, pois hoje falarei sobre o filme Encontros e Desencontros, de Sophia Copolla.

Desmembrando papéis universais - como solidão, autoconhecimento, amor e legitimidade - a história nos leva a uma viagem junto de seus personagens, como se fôssemos eles. Seus personangens tão ocidentais são levados a despertar do lado de uma outra cultura, a oriental. Ambos, Bob and Charlotte, estão as voltas com um mundo luxuoso por aparência, apressado por necessidade e, de repente, totalmente fulgás. De tanta presa que as pessoas que o circundam têm, eles páram e acabam por se encontrar numa brecha numa reflexão. Eles passam a traçar uma relação, que não quero chamá-la de ideal nem de real, mas simplesmente de sincera, original. A sintonia que rola entre o casal talvez tenha sido influenciada pela cultura japonesa, cheia de charme e discrição. Talvez apenas pela vontade de ser quem é, independente de onde esteja e com quem esteja. O tempo lento e a paciência prevalecem nela.

Sabe "quando tudo pede um pouco mais de calma" e "o corpo pede um pouco mais de alma", e mesmo assim "a vida não pára". Pare você e pronto! "Será que é tempo que lhe falta pra perceber?!" A vida, a sua vida é tão rara. Tão rara que, às vezes, optamos por deixar esses momentos registrados uma única vez, como videoclips na nossa memória. Mas como todo sonho bom, o último sussuro sempre dá uma esperança singular de que o final será feliz. Quem assistiu sabe do que estou falando. Quem ainda não assistiu, espero que tente entender.

Aos apaixonados, pela raridade da vida, de plantão: Vivam, a seu tempo, com intensidade!!!!!
Entre aspas, trechos da música Paciência, de Lenine.


4 comentários:

Bianca Hayashi disse...

Você leu o texto Cidade e Alma da apostila do Lucas? Fala de muita coisa que você disse, Mi. Pode usar o filme e o texto pro trabalho, hahaha.

Bem... gosto desse filme; gosto da Copolla. Gosto da diferença cultural sempre tão evidente. Gosto de acompanhar as notícias do lado de lá misturando-se com o lado de cá.

Ainda nos falta muito para entender o diferente, mas sempre entendemos antes o diferente do que os parecidos...

Beijos!

Anônimo disse...

Um tanto sem palavras... mesmo pq nao sei de que filme vc está falando... assim mesmo acredito que seja realmente bom... de extrema qualidade que se poderia acrescentar... mas também pq estou sem dormir faz praticamente dois dias... então ... um tanto cansado e vagando do jeito que posso... enquanto isso te desejo um ótimo fim de semana...
bjos fofinha...

RDS disse...

O filme é... diferente, nao digo bom nem ruim, mas com certeza com um ritmo único, cenas como o Karaokê mostram a simplicidade de algumas coisas, pena que tb demonstram a superficialidade das relações humanas atuais.
ótimo texto, beijos, mi e que continuemos buscando um pouco mais de calma, senão nossa alma já era

Anônimo disse...

Querida, fiquei curiosissima para ver esse filme.
Senti um tom Lenine no final...mas blz!
Adoro ele tbm.
E sim, me identifiquei com suas ideias.
Bjaum queridaaa
viiiiiiiu
eu comento hehehe